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NA HORA DA MORTE, O QUE FAZER?

Um dos grandes problemas da Medicina Veterinária em nosso meio, diz respeito às atividades correlatas, que ainda são, de certo modo, incipientes e precárias. Enquanto do ponto de vista técnico-científico, a profissão vem evoluindo e acompanhando o que de melhor se faz no mundo, como especialização profissional, grande desenvolvimento na área de exames complementares,(como ultra - sonografia, coronariografia, etc ), a área de apoio profissional ao cliente e ao paciente permanecem ainda atrasadas. Desta forma, a estrutura brasileira ainda padece da falta de bons locais de hospedagem para animais, serviços "sitter", apoio psicológico ao proprietário, e, um grande problema nos grandes centros verticalizados como São Paulo, a total carência de um serviço especializado e de nível para atender uma grande preocupação: o que fazer com o animal após sua morte?

Atualmente em nosso meio, as soluções para este problema são precárias e até certo ponto amadoras. Ao proprietário do animal restam poucas alternativas, sendo algumas até perigosas do ponto de vista de Saúde Pública.

Com a verticalização dos grandes centros, o animal ultrapassou a antiga barreira do quintal, entrou em casa e passou a fazer parte da família, aumentando o grau de afetividade e relacionamento com o Homem. A grande maioria, hoje, faz parte do dia a dia da família, usufruindo das mesmas regalias, alegrias e tristezas. Quantos proprietários conversam com seus animais e a eles expõem suas dúvidas e anseios?

Após uma convivência longa, chega o dia da separação. As alternativas que se apresentam são enterrar o corpo ( poucos prédios tem jardim e os que tem, dificilmente permitem que o animal ali seja depositado), utilizar o forno crematório da Prefeitura ( o animal será cremado junto com o lixo urbano) ou jogar o corpo em terreno baldio ou rio ( com graves riscos à Saúde Pública ).

Todas estas alternativas apresentadas não respeitam os laços de amizade profunda e respeito que existiram ao longo dos anos. Qual proprietário, que tem no seu animal um grande e fiel companheiro, aceita desfazer-se dele, como lixo que não tem mais serventia ?

Após vinte anos de clínica, tenho alguns fatos para relatar sobre este assunto, mas, apenas a título de exemplo, citarei dois mais recentes e marcantes do desespero do proprietário. Há dois anos atrás, faleceu uma gata, minha paciente, após desenvolvimento de metástase de tumor no pulmão. A dona, que não queria desfazer-se do corpo do animal de forma indigna, morando porém em prédio de apartamento, resolveu enterrá-lo em um vaso que enfeita sua sala. Outro cliente meu deparou-se com o problema há cerca de um mês atrás. Após 19 anos de convivência, seu animal veio a óbito, e foi enterrado no estacionamento em frente ao seu apartamento, pois o dono do estabelecimento era seu amigo e assim permitiu.

Serão estas as alternativas que queremos, de uma cidade do porte de São Paulo?

Na Europa e Estados Unidos, este problema não existe, pois o proprietário e o médico veterinário dispõem de serviços especializados de cemitério e cremação, onde toda a assistência necessária material e psicológica, é colocada a serviço da família, como por exemplo, urnas para cinza, caixão, serviço de remoção, apoio psicológico. No Brasil, em particular em São Paulo, exceto um cemitério em Itapevi, nada foi feito até o presente.

Todos os profissionais que atuam na área de Clínica de pequenos animais, já passaram pelo problema, enfrentaram a pergunta: -"Doutor, o que faço agora com o corpo?" e se ressentiram desta carência.

Já passou a hora de começarmos a encarar o problema e propor soluções. Um grande grupo brasileiro, preocupado com o fato, prepara-se para entrar no mercado brevemente, apresentando soluções dignas de países desenvolvidos.

A classe Veterinária e todos os profissionais a ela diretamente ligada, aguardam ansiosamente.

Dr. Durval Antônio Pôrto de Araujo é Médico Veterinário e consultor da VF Consultores & Associados. Qualquer dúvida envie E-mail para vfconsultores@uol.com.br. ou ligue 0xx11 3661-4772.

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